sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Chegando

Do transito da marginal de SP para a paz de esperar a balsa vendo o dia acabar a beira do rio João de Tiba.
Léa Penteado enviado do meu Blackberry

Ah! Esse ano...

No taxi a caminho pra Guarulhos com o transito ficando pesado na entrada para a Av. Ayrton Senna, o Sr. Francisco, motorista, suspira e comenta "ah! esse ano passou rápido"... Não é bem o ano, mas a vida que passa rapida se deixarmos de usar com prazer os minutos, as horas e na sequencia, os dias. Hoje fiquei literalmente vendo o tempo passar enquanto fechava um album de fotos pela internet, a minha mais nova e deliciosa brincadeira. Cada pagina 1 minuto, total de 48, e para não interferir no processo fechei todos os programa, aproveitei para ler o jornal com um olho e o outro no monitor acompanhando o envio do material. E vi os minutos passarem e jamais os terei de volta mas era como se esperasse um bolo assar, a lua nascer ou alguem chegar com uma boa noticia. Foram longos minutos para minha pressa em viver profundamente cada instante dos meus lindos dias.
Léa Penteado enviado do meu Blackberry

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A fila anda

Não estava prestando atenção ao que passava na TV, até ouvir que a reportagem era sobre a obra do Jorginho Guinle, uma exposição em algum lugar no Rio. Não conheci Jorginho, mas acho sua trajetória interessante. Uma vez encontrei Marco Rodrigues, em alguma festa e contou sobre umas "coincidências" geniais na relação tão dificil que teve com a herança do Jorginho... Bom, quando olho para a TV me deparo com uma mulher falando sobre o assunto, e bem embaixo do rosto a legenda com seu nome. Fiquei alguns segundo olhando a legenda, vendo a figura, chocada com a viagem no tempo. Também não conheço a mulher - gente, parece coisa de bêbado! - mas há muitos anos estive com ela em algum evento social, acompanhei suas fotos nas colunas e agora constato como o tempo passou. Estava ela ali, elegante, com o mesmo estilo de cabelo chanel, maquiagem em torno dos olhos e rugas marcando as feições... Ficou todo o rosto um pouco mais flácido, porém a expressão continuava verdadeira, nada de photoshop ou botox. Comecei a imaginar que as pessoas que também que não me veêm há muito tempo, que não acompanharam o surgimento de minhas rugas, o enbranquecimento dos meus cabelos, as bochechas mais caídas, também devem levar o mesmo susto quando numa foto aparece a legenda com meu nome ou quando me "reapresento" em público...
Frase feita e óbvia : o tempo passa para todos. Mas é legal quando constato que pessoas, mesmo as que mal conheço, continuam envolvidas com seu ofício, souberam fazer a fila andar com dignidade...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

As minhas meninas

Não sei se me dá mais alegria ver o crescimento das minhas "meninas" ou o prazer de não ter perdido o contato ao longo dos anos, mesmo quando nos perdemos acabando nos achando. Não são minha filhas, mas poderiam ter sido. Desde a primeira, Angela Tostes, vi todas se tornarem profissionais de altissima qualidade. Cristina Ramalho, Hylde Sipauba, Luciene Setta, Rosangela Honor, Ju Braga, que mulheres especiais se tornaram. A mais nova de todas, Denise Chaer que conheci no ano 2000 tenho ernome admiração. Escrevo dentro de um taxi a caminho de um local onde ela participa de uma mesa redonda sobre Ações de Sustentabilidade. Vou aplaudir a cria com maior carinho.
Léa Penteado enviado do meu Blackberry

memórias

Há alguns dias constatei que tudo o que escrevo são apenas memórias. Não faço previsões, teses, estudos, projetos futuros, apenas coloco em palavras por onde ja passei, senti, ouvi... Apesar de viver o presente com descobertas e novos experimentos, escrevo lembrando o passado... E não sou saudosista, isto é que me deixa mais embaralhada com estas constatações...E minhas memórias vão se deliciar neste fim de semana : tenho 2 livros que vão tocar fundo: o do Simonal e o do Erasmo. Amigos que leram o do Erasmo enviaram email dizendo que não só vou adorar como vou me ver ali revelada. Nada de escandaloso nem prejudicial a minha imagem.. hahahahaha... como se temesse por isso... Mas ele revela meu velho apelido : Leleca Novidade. Quem colocou este apelido foi Carlos Imperial. Eu era uma super jovem jornalista e chegava nos lugares e perguntava : qual é a novidade ? E segundo o Imperial, como eu sempre sabia das melhores novidades... O apelido ficou no tempo. Alguns amigos que assim me chamavam,
se foram, incluindo meu irmão. Hoje creio que apenas Erasmo, Roberto, Kassu, Fuks e Chico Anysio insistem na Leleca... Não me incomodo, afinal adoro minhas memórias...

sábado, 17 de outubro de 2009

Mangueiras e Flamboyants

A caminho do aeroporto de Brasilia fico admirada com tanto verde nos parques, uma profusão de mangueiras carregadas de frutos e flamboyants floridos. Lembranças da infancia, saudades da adolescencia. Vi crescer e florir um flamboyant que enfeitava a frente da casa da vovó Déa em Niterói. Lindas flores vermelhas que enchiam o ceu e depois cobriam o chão. A mangueira ja era grande quando fomos morar na casa da rua da Cascata na Tijuca. Dava sombra no quintal e deliciosas mangas do tipo espada com muito fio para prender nos dentes. As lembranças estão em todos os lugares e para virem à tona é só olhar a minha volta.
Léa Penteado enviado do meu Blackberry

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O professor

Hoje enquanto tomava banho lembrei que era Dia do Professor. Muitos vieram à lembrança, professores de todos os dias, pessoas com quem compartilho a vida. Amigos no trabalho, amigos em casa, aprendo com eles sempre. Profissionais com quem convivi e convivo, mas à uma pessoa em especial dedico o dia de hoje. Não sei se ainda esta entre nós, Prof Delcio Capistrano, meu mestre em português na 3a e 4a serie do ginásio. Era negro, corpo alto e magro, andava devagar, tinha mais de 60 anos num tempo em que nesta idade já consierávamos velhos. Comn seu jeito muito simples, fala mansa, em agum momento percebeu que eu gostava de escrever. Crou um concurso de redação na escola e além do pimeiro lugar ganhei como prêmio o livro Espumas Flutuantes, de Castro Alves. Foi dele a indicaçao para que eu fosse oradora da turma de fomandas do Colegio Batista Brasileiro em 63. E naquela epoca eu sonhava em ser tanta coisa menos jornalista. Devia ter ficado atenta aos sinais da vida, mas não sabia sobre isso. Tudo é óbvio e claro no caminho. Aprendi isso com o tempo, na verdade outro grande professor a quem dedico estes escritos de hoje, feitos enquanto espero o almoço chegar, sozinha na mesa de um restaurante.

Léa Penteado enviado do meu Blackberry

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Os golfinhos

So eu mesma para saber que neste mar estavam os golfinhos. Eles estavam por aí esta manhã.
Léa Penteado enviado do meu Blackberry

O presente

Sai para me despedir da praia, pouco mais de 7 da manhã, sol queimando. Maré baixa, tenho o sentimento de que o mar se transformou numa enorme banheira com água macia. E admirando o brilho do sol no mar me surpreendo com os golfinhos pulando as ondas. Não creio. Fixo mais o olhar e la estão eles atras dos peixes fazendo festa. Recebo com um aceno de volte sempre. E voltarei, afinal a minha casa esta aqui em Vila de Sto Andre.
Léa Penteado enviado do meu Blackberry

Bom dia

Ainda amanheci em casa. Que dia ! Trilha sonora da paisagem: ondas do mar e passarinhos. Hj como em todos os dias da minha vida vou ser mto feliz.
Léa Penteado enviado do meu Blackberry

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

mar

Em teste... Ser que consigo postar via blackberry? O mar não esta em teste, sou eu que tento e tento. Um dia consigo

Em fase de experimento

Depois de um sabado de chuva, um domingo nublado, segundou deslumbrantemente! Eu merecia esse sol e esse mar... Testando + uma vez blogger via blackberry. Um dia aprendo como tudo na vida.
Léa Penteado enviado do meu Blackberry

sábado, 10 de outubro de 2009

O quintal


Antes de morar em Vila de Sto Andre, quando a casa era do meu irmão Victor e visitava nas férias, ficava admirada com as árvores no quintal. Plantadas como em um circulo com um coqueiro no centro, ficava horas deitada em uma rede e admirando o movimento das folhas em contraste com o azul do céu. Quando perguntava ao meu irmão de quais espécies eram, ele respondia com seu jeito muito próprio, sarcástico e bem humorado : "são árvores de mato..." O tempo passou, meu irmão partiu, acabei vindo morar em Sto Andre, comprando a casa e aprendi que cada uma dessas árvores tem nome, sobrenome e uma razão especial : são espécies que fazem parte do que um dia foi a mata Atlântica. São poucas, cuido com enorme carinho. Ja plantei outras tantas no quintal, mas estas preservo com atenção especial, afinal não é todo dia que se encontra árvore de mato.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

em casa

Atravessei na balsa de oh30m, um vento com o cheiro do mar e o enorme silencio da noite... As palmeiras refletidas nas águas do rio João de Tiba e fico ali olhando tudo como se poucas horas antes não estivesse assustada com o trânsito e o medo de perder o vôo em São Paulo...De um santo para outro em menos de 2 horas... Sto André aqui estou eu mais uma vez. Chego na casa em silencio, jardim iluminado, a grama cresceu, as árvores podadas ja mostram novos galhos... Chico e Pulga não me estranham, se espreguiçam como perguntando quem veio atrapalhar seus sonhos. Obrigada por esta vida...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Boas coisas da vida....

A aula na ECA-USP turma de produção teatral foi uma delicia. Como isso faz bem à minha alma. Obrigada alunos, obrigada Deolinda Vilhena que fez o convite... Vou escrever com calma sobre o que representa prá mim estas conversas com estudantes... Fica a foto, eu e alguns alunos...

Mas fica tambem mais abaixo a foto com a Vilma Muller, amiga que mora em Berlin e não encontrava há 35 anos... Uma historia longa, doída, inacreditável, que vale um livro, um filme, uma denúncia... Mas não sou eu quem pode escrever... A vida é dela, sou apenas testemunha de alguns momentos. Vilma é feliz e vive em Berlin há 8 anos... É quituteira de mão cheia, banqueteira que atende a Embaixada do Brasil, aos adidos militares e outras mesas elegantes. Reconstruiu sua história longe de onde viveu um pesadelo... Veio ao Brasil por 8 dias, jantamos juntas ... Marcamos num restaurante e quando estava chegando, atravessando a rua, vi uma mulher descendo de um taxi numa rua movimentada. Estava de costas, no escuro, gritei seu nome e ela veio correndo para um abraço. Como eu sabia que era ela ? Não sei. Nem a vi em fotos estes anos... O que a cada dia tenho mais certeza é que nunca sabemos o que representamos na vida de pessoas que passam por nós, as vezes rapidamente. Penso muito sobre isso. Sempre aparece alguém, reencontro amigos antigos que lembram fatos que estavam esquecidos. Eu fiz isso ? Como ? Quando ? Em qual vida ?
Com certeza uma das tantas que vivi nesta mesma, mas em outra "encadernação".


O retorno

Há mais de 20 anos conheci Deolinda Vilhena. Ela era divulgadora, secretária, fiel escudeira de Da. Bibi Ferreira. Muita água rolou em nossas vidas. Passaram-se anos, quase que "encadernações", e há uns 5 anos nos reencontramos virtualmente. Vivam as redes sociais ! A semana passada enviou um email querendo saber por onde eu andava. Acreditava que eu estivesse na Bahia no "dolce far niente" e tinha um convite sedutor : dar uma aula sobre Assessoria de Imprensa para a turma de Produção Teatral da ECA/USP. Mesmo que eu estivesse no sol de Vila de Sto André eu viria a SPaulo, tanto para rever Deolinda, jornalista, produtora, doutora em estudos teatrais pela Sorbonne, pós doutoranda em Teatro na ECA/USP, como pelo enorme prazer em contar histórias... Como eu gosto disso...
Depois eu conto o que rendeu...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O email do Eli

Eu ainda não pensava em ser jornalista quando conheci Eli Hafoun. Queria ser psicóloga, publicitária, alguma outra coisa que ja nem lembro... Eu tinha 20 anos, ele era jornalista reconhecido e por acaso fui ser sua secretária. Por pouco tempo, mas o suficiente para tomar gosto pelas letrinhas. Já nos perdemos varias vezes ao longo desses 40 anos, e recentemente nos encontramos no mundo virtual. Ontem ele mandou um email :
“Lea,
entrei no teu blog. Achei ótimo. Você é uma cronista da vida e escreve cada vez melhor e com sensibilidade repleta de amor. O beijo maior do eli halfoun”
Fiquei feliz com o elogio, mas também muito envergonhada por escrever tão pouco... Por conta dessa mensagem, prometi a mim mesmo que a partir de hoje, nem que seja uma frase eu vou colocar diariamente neste blog... Tenho escrito muito, mas apenas em meus pensamentos. Viajam entre os neurônios frases, teses, opiniões que acabam se perdendo no buraco negro do meu cérebro... Vou recuperar estes sonhos, obrigada Eli...