domingo, 5 de julho de 2009

Meus cabelos


Descobri que tenho um problema com meus cabelos. Não percebo como influencia do sobrenome. Se eu fosse apenas Viana, sobrenome de minha mãe, ou Souza Cardoso, do tempo de casada, o problema estaria lá. Já fiz algumas loucuras nas tonalidades como tentar deixar de ser loura, ficar 12 horas ruiva com uma seqüente tonalidade cenoura... Fui loura tantos anos que até na foto da carteira de identidade estou assim... Fui morena de longas madeixas encaracoladas como as da Gal Costa. Usei muitos anos cabelos curtos, passei a máquina duas vezes e finalmente há 7 anos assumi os grisalhos. Fui bem feliz com eles, assumi os brancos, mas como todos dizem que envelhece demais, aceitei a sugestão e fiz trevas – o inverso de luzes – finos fios escuros que misturados com os grisalhos rejuvenescem. Cortei cabelo com gilete em cabeleireiros desconhecidos em várias cidades do mundo.
Quando achei que estava resolvida com esta questão, tive uma recaída. Tenho muito cabelo e quando começa a crescer sinto como se estivesse com um capacete que me faz parecer D. Léa. Algo tão comportado que só falta colocar spray. E quando isso acontece saio desesperada em busca de um cabelo mais informal. Ontem tive esse ataque. SaÍ andando pelo Itaim olhando os cabeleireiros, procurando algo que me agradasse até que encontrei um convidativo. Uma vitrine com fotos de cabelos modernos e a placa informava hair design. Tudo o que eu queria! Fui recebida por uma japonesa simpática que lavou meus cabelos com massagem no couro cabeludo, e quando sentei frente ao espelho surgiu o hair stylist. Um japonês de óculos andando com uma certa dificuldade e falando com mais dificuldade ainda. A princípio pensei que não entendia português e com isso fui explicando à assistente que queria desbastar para tirar o volume, manter o comprimento e picotar um pouco em cima. Uma coisa mais cosmopolita e desestruturada. O máximo ter um hayr stylist importado do Japão ! Antes de pegar a tesoura ele tirou os óculos, e enquanto fazia profundas entradas da tesoura para tirar o volume pensava com meus botões : “que sorte ter encontrado sozinha, sem referências da Cacaia, um profissional tão competente. Já sou quase uma paulista...” Mas enquanto ele ia cortando eu tentava fugir do pânico. Ele falava português sim, mas era fanho... E com um jeito meio tresloucado foi picotando o cabelo e eu tentava acreditar que ia ficar ótimo... Ficou sim, um caos. Desestruturado, como sugeri. Um grande buraco no cocoruto, o comprimento mantido sim, mas com jeito de chitãozinho e xororó ou mullets. Tirou todas as trevas que fiz a semana passada, fiquei grisalha de novo. A única certeza : meu cabelo cresce muito rápido.

7 comentários:

  1. Léa, muito engraçado!!! A gente imagina direitinho vc passando, vendo o salão, entrando, explicando como queria...hilário!!!Bjs

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  2. Léa,já vi esse filme...Rs.E quem já não passou por isso?
    já imaginou se ele não fosse um hair stylist?

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  3. Boa noite Léa,

    Desculpa-me por "invadir" o seu blog e postar aqui neste comentário algo que nao tem nada haver.
    Não vou ficar dando voltas, vou resumir... fui ao show do Roberto Carlos e lá encontrei o Sérgio Bocagi, com o qual mostrei uma foto da minha família com o Roberto Carlos, da qual ele também faz parte, mas o destino colocou os caminhos bem distantes e ,eu ,hoje , gostaria de fazer algo para que meu avô e seus irmãos pudessem reve - lo, com isso o Ségio Bocagi havia me falado que teria o seu e-mail pessoal, para que assim, eu pudesse contar um pouco da estória e passar a foto, mais a ansiedade é muito grande, por isso tomei essa iniciativa.
    è isso, que eu gostaria de falar, se você puder me retornar o meu e-mail é clarissa87@oi.com.br

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  4. Oi prima Léa Ceres, rsrs, tenho lido o seu blog e me dei conta do nosso tempo de infância e da enorme distância que a vida (será?) colocou entre aquelas meninas e, depois, adolescentes, cheia de sonhos. Mas as lembranças fazem com que tudo valha a pena, mesmo as que não são tão boas, servem prá nos fazer crescer. Saudades dos encontros nos finais de ano, sempre na casa da "vó". Família Penteado reunida, todos vinham, todos os filhos e netos. Era bacana, mas como dizia Nelson Ned: "mas tudo passa, tudo passará", ficam sim as lembranças. Quando tiver um tempinho, nessa loucura toda mande um oi. Beijos saudosos Maria Luiza
    meu email é marialuizacardosodepaula@hotmail.com

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  5. - Léa, ri muito, muito! Essa desdita passei muitas vezes e morro de medo se tiver que passar de novo. Meu cabelo é do tipo do seu e foi motivo de desgosto por muito tempo e especialmente, muito trabalho.
    Silvinho foi meu primeiro salvador fiquei com ele por 9 anos e, depois José Antonio com quem fiquei por cinco anos. Isso foi uma salvação de verdade. Hoje encontrei um aqui em Guapimirim e já descobri uma nissei em Poços de Caldas antes de me mudar pra lá.
    Cabelos podem ser questão de tragédia pessoal, temos que aceitar!

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  6. Oi Dna.Léa Penteado, como a Sra. esta? Sou eu a Geralda Brani, estou com saudades da Sra.. Se puder entre em contato comigo pelo E-Mail Abraços, byebye...

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  7. Dna. Léa, aqui é Geralda Brani. Meu E-mail é geraldabrani55@hotmail.com

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